10 dicas infalíveis para quebrar seu colégio

Atualizado: 24 de Mai de 2019



Toda escola necessita de um grau de otimismo com relação à qualidade pedagógica, o que é desejável e natural. Porém, excesso de otimismo pode ser prejudicial, caso os líderes não cuidem devidamente de alguns aspectos de gestão da instituição.

Alguns líderes parecem ignorar que a gestão não se resume à área pedagógica. A escola é uma instituição com direitos e deveres como qualquer empresa, tem obrigações trabalhistas e fiscais e também precisa fechar o caixa no final do mês com saldo positivo. Parece um relato óbvio mas muitos colégios particulares que tenho visitado não têm focado em padronizar processos, treinar pessoas, formar novos líderes para dar continuidade ao projeto ou gerenciar resultados, desde novas matrículas até estudar o mercado e entender quais são as tendências, de forma que o todo seja beneficiado.

Observe se identifica alguma característica que possa afetar negativamente e, até mesmo, levar ao fim de sua escola:

  1. Não me envolvo em planejamento estratégico, isso é besteira, meu foco deve estar 100% no aluno hoje;

  2. Na minha escola eu faço tudo pois quero ter controle absoluto, sou contra delegar funções e desenvolver pessoas;

  3. Não preciso realizar reuniões de resultados com as áreas de marketing, matrícula e minha agência de propaganda;

  4. Não costumo estabelecer metas para as áreas de infraestrutura, gestão pedagógica, financeira e marketing. Não tenho um painel de gestão à vista para controlar os indicadores da minha escola, sou adepto da liderança liberal;

  5. Não costumo gerenciar os motivos pelo quais perdi matrículas, afinal, faz a ficha na minha escola quem quiser, não tenho obrigação de me adaptar às necessidades do mercado;

  6. Não tenho obrigação de investir na formação dos colaboradores envolvidos na área de gestão, contrato gente pronta;

  7. Não qualifico os pais e responsáveis antes de efetivar a matrícula, aceito qualquer perfil e gerencio a inadimplência posteriormente;

  8. Minha escola tem uma política de cobrança de inadimplência bem democrática: aceito negociação dos pais ao final do ano, eles percebem que é bem flexível e dá tudo certo;

  9. Acho desnecessário fazer pesquisa de satisfação com os pais, alunos e colaboradores, afinal, fica quem quiser;

  10. Não preciso implementar um programa de qualidade na minha escola, dou conta de tudo e não preciso de processos que garantam padronização na execução das tarefas, não me preocupo com transição de funções.



João Maurício é Consultor em Gestão Escolar, formado em Administração de empresas com MBA em Marketing e especialista em Gestão Escolar. Atua na implantação da certificação da qualidade e em pesquisa de mercado com desenvolvimento de estratégias competitivas. Desenvolve estudos sobre Competitividade, Qualidade, Crédito e Cobrança para Instituições de Ensino Básico.

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